sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Confira um trecho: A Bela e o Lobo

 No spin-off 5 da série Sobrenatural, vamos acompanhar a chegada de Bella na cidade de Belmonte. O problema? Ela é uma híbrida de vampiro e humana e foi morar justamente na cidade dos lobos. O real problema? Ela é a companheira de um desses lobos.

Em A Bela e o Lobo vamos acompanhar a história de Bella e Apollo, em mais um crossover das séries Sobrenatural e As alcateias da deusa Luna. Bella é filha de Valentim e Leo, e nasceu quando a mãe ainda era humana. Bella é híbrida, meio vampira, meio humana, já que seu pai era um vampiro quando ela nasceu. Bella cresceu com rapidez, como é comum para os híbridos, e com apenas 10 anos de idade, aparenta ser uma adulta.

Por outro lado, temos Apollo, um lobo da alcateia de Belmonte, filho de Lua e Yuri, o casal da trilogia principal da série As alcateias da deusa Luna. Ao ver Bella, Apollo logo descobre que ela é a sua companheira destinada pela deusa Luna, porém, ela não é completamente humana e isso pode se tornar um problema, já que vampiros e lobos são inimigos mortais.

Apollo passa a seguir a sua companheira recém-chegada à cidade de Belmonte, em uma tentativa de conhecê-la melhor. Em um romance sobrenatural com lobos e vampiros, A Bela e o Lobo deve chegar no início de 2025 na Amazon. Uma história com stalker, vibes A Bela e a Fera, dark romance e muita emoção! Confira um trecho a seguir:


A Bela e o Lobo: Ainda sem capa definida


A Bela e o Lobo

Prólogo

Bella

 

           Estar na cidade dos lobos é estranho. Tudo parece gritar para mim que estamos em território inimigo, apesar de saber que as coisas não são bem assim.

            Tia Maeli disse que poderíamos morar em Belmonte por um tempo, que seria seguro para a nossa família. Meus pais eram vampiros e eu, uma híbrida, mas éramos sociáveis, “civilizados”. Não atacávamos humanos e convivíamos em paz com eles. Tia Maeli era uma loba, companheira do meu tio Ben. Foi através dela que viemos parar em Belmonte. A alcateia autorizou a nossa estadia, desde que mantivéssemos o nosso segredo e não machucássemos os humanos.

            Sou uma híbrida de humano e vampiro, e tenho dez anos de idade. Normal? Nem um pouco. Posso me alimentar de sangue, e também sou capaz de andar à luz do dia. Tenho poucos anos de vida, mas minha aparência é de uma mulher com o dobro da minha idade. Pareço mais a irmã do meu próprio pai do que sua filha de fato. Minha mãe? Poderia ser a minha irmã mais velha.

            Pela primeira vez na minha vida, eu teria a chance de conviver em sociedade, no entanto, seria em uma cidade cheia de lobos, os inimigos naturais dos vampiros. Eu seria observada por eles e talvez até vigiada. As coisas poderiam dar terrivelmente errado...

            Meu nome é Bella Alvarado Montenegro. Sou uma híbrida e estou morando atualmente com os meus pais em uma cidade cheia de lobos, que concordaram em ser amigáveis conosco. Tudo estaria ótimo e a vida seguiria tranquila, se não fosse por um lobo. O garoto loiro de olhos verdes que não tirava os olhos de mim e que estava em todos os lugares que eu também estava. Seu olhar transmitia confusão, raiva e uma dose de excitação. Um verdadeiro lobo, em todos os sentidos...

            Não sei se a alcateia de Belmonte colocou um stalker na minha cola. Eu o ignorava na maior parte do tempo, mas nos últimos dias simplesmente não estava mais aguentando. Ele estava em todos os lugares!

            — O que você tem, Bella? — minha mãe perguntou.

            Estávamos andando pelo centro de Belmonte, indo na direção de um restaurante que eu queria muito experimentar. Minha mãe não iria me acompanhar na refeição, mas quis vir comigo. Ela tinha apenas alguns anos como vampira e devia sentir falta de algumas coisas dos humanos, como ir em lugares como aquele e comer comida, por exemplo. Meu pai, que já tinha mais décadas de experiência, não estava conosco, pois decidiu caçar e trazer algo para a minha mãe beber mais tarde. Como vampiros, os dois dormiam de dia e estavam mais ativos durante a noite.

            Balancei a cabeça e olhei novamente por cima do ombro. O garoto loiro continuava nos seguindo a alguns metros de distância e não tirava os olhos de nós duas, ou melhor, de mim. Notei novamente aquela pontada de irritação em seu olhar. Dessa vez, seus cabelos estavam cobertos por um gorro, que deixavam alguns fios claros a mostra.

            — Tem um lobo idiota me seguindo há dias — contei à minha mãe.

            — Um lobo? — ela perguntou com o cenho franzido. Mamãe usava lentes de contato para esconder os olhos vermelhos, assim como o meu pai.

            — É. Ele está em todos os lugares que eu vou, como uma sombra.

            E eu andei bastante por Belmonte nos últimos dias. Como a única da nossa família que podia sair sob a luz do sol sem se queimar, coube a mim resolver algumas burocracias. Além disso, também precisei abastecer a nossa casa com mantimentos para mim e aproveitei para passear e conhecer a cidade que ocuparia pelos próximos anos, isso até que as pessoas começassem a notar que eu e meus pais não envelhecíamos, ocasião em que teríamos que nos mudar novamente.

            Minha mãe olhou por cima do ombro e bufou.

            — Maeli disse que estávamos livres para circular por Belmonte. Ayla me garantiu isso. — Ela balançou a cabeça. — Somos praticamente da mesma família, droga!

            O irmão gêmeo da minha mãe, tio Ben, era casado com Maeli, uma loba da alcateia de Belmonte. A alfa suprema, Ayla, era prima de Maeli. Isso meio que deixava tudo “em família”. Uma estranha família formada por lobos e vampiros.

            — Parece que eles não confiam totalmente na gente. Se colocaram alguém para me seguir...

            Chegamos na frente do restaurante e eu senti o cheiro da comida italiana. Massas... hum, que delícia! Eu gostava de algumas comidas humanas e as massas eram uma das coisas que eu mais amava. Com meu olfato apurado da minha herança vampírica, minha fome geralmente era despertada por comida humana.

            — Esqueça esse lobo. Amanhã vou falar com Maeli e esclarecer tudo. Não somos criminosas para sermos seguidas — Mamãe sorriu e pegou a minha mão, entrando no estabelecimento comigo.

            Lancei um último olhar para trás. Vi o lobo parado, encostado em um poste com os braços cruzados. Seu semblante ainda era fechado e irritado, mas, por um momento, vi o vislumbre de um sorriso. E isso, inexplicavelmente, fez o meu coração dar um pulinho, animado demais.

(...)

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