Gosta de romantasia com vampiros? Então esse post é para você!
Em O Reino do Dia, os leitores do Camilaverso conheceram a vampira Ravena, que é prima do duque de Yohance, Eric Jones. Quem é leitor do Camilaverso lembrou desse nome, eu tenho certeza. Eric Jones é o vampiro de Destino vermelho, obra que será adaptada e ganhará uma nova roupagem: Sociedade dos Vampiros.
Destino vermelho sairá da Amazon em breve, mas a nova versão chega no finalzinho de Maio e vem com tudo! Uma mistura de vampiros, lobos, dark romance, máfia e um mundo paralelo em que os vampiros assumiram o poder é o que os leitores vão encontrar nesse novo livro. Preparados para esse novo lançamento? Que tal conferir um trechinho do que vem por aí?
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| O trecho de Sociedade dos Vampiros é um bônus no final do livro |
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| Obra que será retirada da Amazon |
Sociedade dos Vampiros: O Reino de Álava
Capítulo 1
Eric
Ao entrar no castelo, dei um beijo na testa de Ravena. Seu olhar era
triste e ela pouco falou durante a viagem até nossa casa, tudo por culpa
daquele humano imbecil. Se Daian não tivesse matado o infeliz, eu mesmo
destruiria sua garganta com as minhas presas.
Minha prima seguiu rumo à escadaria, indo em direção aos seus aposentos.
Infelizmente, o problema de Ravena só o tempo poderia resolver. Assuntos do
coração eram sempre complicados.
Retirei o casaco que usava e o entreguei a um de meus empregados. A neve
tinha voltado a cair do lado de fora e pelo visto, não iria parar tão cedo.
Sempre fazia sol no Reino do Dia. Poucas vezes aquelas terras viram a chuva,
mas era um país encantador, apesar de todo aquele sol, letal para alguém como
eu. Em Álava, o Reino do Gelo, era o contrário: poucos dias de sol e inverno na
maior parte do ano. Um clima propício para os vampiros.
— Chegou na hora certa, irmão — Christopher disse ao se aproximar de
mim.
Dei um abraço rápido em meu irmão caçula, que tinha administrado os
negócios em meu lugar pelo tempo que passei no Reino do Dia. Eu era o duque de
Yohance, um dos muitos vampiros de Álava. No entanto, tinha negócios privados,
muito além do meu título. Negócios que beneficiavam todos os vampiros daquelas
terras.
Há muitos anos, Álava era um reino composto por diversas criaturas. Os
vampiros só dominaram tudo depois, quando houve uma revolução. O rei da época,
Peter Fox, se tornou um vampiro e com isso, declarou que o reino se tornaria um
lugar bem-vindo para todos os seres da noite como nós. Assim, os humanos
praticamente sumiram do país e Álava se tornou a capital mundial dos vampiros.
O Reino do Gelo era um local propício para nós, seres noturnos. Por causa de
sua localização geográfica, a maior parte do ano era composta pelo tempo
nublado, chuvoso ou com neve. Assim, nós vampiros poderíamos sair de dia, sem
correr o risco de a luz solar nos queimar.
Portanto, quase não havia humanos em Álava e isso vinha se tornando um
problema para os vampiros com o passar dos anos. Sem humanos, não havia
alimentação. Ou melhor, ainda havia os animais, mas o sangue humano era o
alimento mais completo para nós, que nos saciava de verdade. Sem humanos, nossa
sociedade iria acabar em pouco tempo. E eu não podia permitir isso.
Era por isso que o meu negócio tinha se tornado tão rentável. Apesar de
escuso, eu sabia que nem mesmo o rei iria contra mim. Eu era tão poderoso
quanto ele, talvez até mais. Todos precisavam de mim e do que eu podia fornecer
em Álava: humanos.
— O que aconteceu? — perguntei a Chris.
Apesar de sermos irmãos de sangue, éramos opostos um do outro. Chris era
loiro e menos pálido do que eu. Tinha sempre um sorriso no rosto belo e
imortal. Eu, por outro lado, tinha a barba e os cabelos pretos como nanquim,
além da pele pálida, tão comum entre os da minha espécie. Ravena, que era a
minha prima, mais parecia a minha irmã do que o meu próprio irmão.
— Chegou uma nova remessa e eu acho que você vai gostar de ver uma
coisa. — Ele sorriu.
Assenti, sentindo a minha boca se encher de água.
Havia um tipo específico de sangue humano que era o meu favorito.
Geralmente, quando o encontrava, eu mantinha o “doador” por perto de mim para
tomar seu sangue aos poucos, para degustar como se fosse uma ótima garrafa de
vinho. Era um dos benefícios de ser dono daquele negócio: eu podia escolher a
dedo o meu humano.
Chris me guiou até a sala subterrânea onde estavam os humanos
recém-chegados, capturados por meus vampiros mais bem treinados. De reinos
vizinhos ou de pequenas cidades no limite do reino, meus vampiros sempre
voltavam com carregamento novo de humanos. Esses humanos, seriam vendidos para
outros vampiros, uma clientela seleta que eu cultivava através das décadas.
Mantínhamos os humanos capturados dopados, para que o seu transporte até
o castelo ficasse mais fácil, sem gritaria ou tentativas de fuga. Dispostos em
macas, como se estivessem em uma enfermaria hospitalar, alguns estavam
maltrapilhos e sujos. Outros tomavam soro e medicação para ficarem saudáveis.
Naquele novo carregamento havia cerca de uma dúzia de humanos.
Andando por entre as macas senti os diversos cheiros dos humanos. Meu
olfato tinha sido moldado por décadas para sentir aquele cheiro específico,
assim como o de todos os vampiros que trabalhavam para mim.
Chris guiou até a última maca daquela fileira. Ao me aproximar da
humana, senti o seu cheiro único e a minha garganta ficou seca. Aquele sangue
era o meu tipo favorito, cada vez mais raro no mundo.
Parei ao lado da cama da humana e a encarei. Meio letárgica pela
sedação, seus olhos vagavam pelo ambiente, procurando alguma coisa. Era muito
bonita, tão bonita que senti o meu coração imortal dar um salto em meu peito,
de um jeito que nunca fez antes. O rosto jovem e inocente não devia ter mais do
que vinte anos. Sua pele era clara, os cabelos eram castanhos e os olhos...
tive uma grande surpresa quando aqueles olhos se fixaram em meu rosto.
Olhos azuis claros, lindos. Olhos que um dia eu amei profundamente, mas
em um rosto completamente diferente.
Caroline...
Tomei a sua mão quente e macia da humana entre as minhas e a levei até
os meus lábios, depositando um beijo em seus dedos finos. Foi um gesto
impensado, totalmente impulsivo. Ao meu lado, Chris não comentou nada.
Olhei para a identificação em volta do seu pulso frágil da humana,
verificando o nome da minha nova “doadora”. Eram poucas as vezes em que
conseguíamos os nomes de nossos “doadores” e daquela vez eu tive sorte ao notar
que ela tinha um nome.
— Seja bem-vinda ao meu castelo, Jessica Rose. De agora em diante, você
será a minha doadora — disse a ela, que não esboçou nenhuma reação além de
fechar os olhos, voltando a dormir.
Fechei os olhos, passando o dorso de sua mão em meu rosto. Sonhando,
imaginando o impossível.
Ah, Caroline...
(...)
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