Ela é uma necromante, temporariamente uma ceifeira. Ele é um lobo, temporariamente um fantasma. Não tá entendendo? Então olha só esse post!
Em A Feiticeira e o Morto-vivo, o spin-off 3 da série Sobrenatural, conhecemos melhor Antonella, meia-irmã de Samantha (A Necromante e o Ceifeiro) e melhor amiga de Melina, protagonista da história. Ao final do livro, vimos que Antonella acabou arranjando um acordo com a Morte e que agora terá que servi-la, como sua ceifeira.
Em um trechinho do vem aí dela, no finalzinho do livro, descobrimos como Antonella encontrou o lobo Eliel, e como descobriu que teria que ceifar a vida do seu companheiro destinado pela deusa dos lobos. Ainda não leu? Então espia só o que vem por aí!
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| Spin-off 3 da série Sobrenatural |
Prólogo
Antonella
Eu estava usando
aquele terninho preto, que não combinava em nada comigo, quando caminhei até o
quarto do hospital de Belmonte. Quem diria que eu teria que ceifar a vida de
alguém da minha cidade natal. Pelo menos, Edward não me acompanhou. Ele se
mantinha bem longe dos ceifeiros.
Como ceifeira, foi
fácil entrar no quarto. Foi só atravessar a porta. Eu era invisível e podia
atravessar paredes. Uma ceifeira, assim como Jack foi um algum dia. Dentro do
quarto, me deparei com um rapaz deitado na cama hospitalar. Ele estava em coma,
mas parecia que estava só dormindo, tranquilo.
Engoli em seco e
desviei o olhar dele. Me aproximei e olhei para a ficha dele, pendurada no pé
da cama.
Eliel
Marino Santino, 18 anos
TCE
Franzi o cenho. Eu
não fazia ideia do que significava aquela sigla. A porta do quarto se abriu com
cuidado, e eu levei um grande susto, até me lembrar de que não era visível ou
corpórea. Eu era uma ceifeira da Morte e tinha um trabalho a fazer ali.
Mas um homem de
terno entrou no quarto. Ele era bonito e parecia um pouco mais novo do que o
meu pai. O homem se aproximou da cama e acariciou o rosto do rapaz, depositando
um beijo na testa dele em seguida. Parecia ter o carinho de um pai... Franzi o
cenho novamente. Aquele homem não me era estranho...
— Yuri? — uma voz
feminina questionou.
Só então percebi
que havia uma mulher dormindo encolhida na poltrona do quarto. Seu cabelo era de
um tom de loiro claro, tinha olhos verdes e parecia ter a idade da minha mãe.
Ela era bem bonita.
O homem se
aproximou dela, a encarando com tanto carinho que senti uma pontada no meu
peito. Imediatamente eu soube que eles pertenciam um ao outro, indefinidamente.
Ao ver o homem
acariciando o rosto da esposa, enquanto ela suspirava e arranjava forças para
se levantar, eu lembrei de onde conhecia o homem. Aquele era Yuri Santino, o
poderoso empresário da Santinos e chefe do meu pai. A mulher devia ser
Eluana Santino, a sua esposa. Meu pai trabalhava na filial da Santinos
em Belmonte, era um dos diretores.
— Como ele está?
Alguma novidade? — Yuri perguntou à esposa e a ajudou a levantar da poltrona.
Parecia bem desconfortável dormir ali.
— Continua na
mesma — ela respondeu com um suspiro, carregado de desesperança.
Yuri abraçou a
esposa, e os dois ficaram observando o filho desacordado na cama. Aquele era
Eliel Santino! Eu já tinha ouvido falar dele, principalmente na escola, mas
nunca o tinha visto antes. Ele era dois anos mais novo do que eu.
— Quem é você e o
que está fazendo aqui?
Alguém questionou.
Olhei para Yuri e Eluana, mas eles continuaram abraçados e falando baixinho um
com o outro, observando Eliel na cama. Não havia mais ninguém no quarto...
Me virei de costas
e dei de cara com um rapaz pálido. Ele arregalou os olhos quando me viu, piscou
várias vezes, mas logo se recompôs. Parecia... assustado. Ele era um rapaz
muito bonito, diga-se de passagem. Uns vinte centímetros mais alto do que eu,
olhos verdes, maçãs do rosto altas. Ele era muito parecido com Yuri Santino,
mas aqueles olhos verdes eram de Eluana, uma verdadeira mistura dos dois. Eliel
Santino estava me encarando, de pé.
Engoli em seco e
olhei por cima do ombro. O corpo de Eliel permanecia deitado lá na cama, mas na
minha frente...
Olhei novamente
para frente, e Eliel ainda me encarava, agora com os braços cruzados na frente
do peito. Seu olhar carregado de interesse em mim. Era o espírito de Eliel que
estava na minha frente, enquanto seu corpo repousava em coma.
— Eu fiz uma
pergunta — ele afirmou.
— Na verdade foram
duas perguntas — rebati.
Ele abriu um
sorrisinho, mas não desfez a pose. Ele usava uma camiseta preta com uma jaqueta
de couro por cima, calça jeans escura e botas. Eu gostava daquele visual.
— Responda de uma
vez, garota!
Suspirei e falei
logo de uma vez, sabendo que espíritos podiam ficar raivosos por pouca coisa.
— Eu sou uma
ceifeira da Morte e vim aqui para... ceifar você — falando assim, parecia muito
óbvio.
Eliel riu. Ele riu
de mim, como se debochasse do fato de eu ser uma ceifeira.
— Eu não vou com
você — ele avisou, ainda sorrindo.
Senti o desafio em
suas palavras, mas não me acovardei. Se eu ceifasse Eliel, meu acordo com a
Morte estaria acabado. Eu precisava ceifar Eliel.
— Me dê um bom
motivo para não ceifar a sua vida, Eliel Marino Santino.
Ele suspirou e
olhou para a cama onde seu corpo repousava. Não, não para a cama. Ele olhou
para os seus pais.
— Eu sou um lobo
da alcateia de Belmonte e acabei de encontrar a minha companheira destinada
pela deusa Luna. — Ele olhou para mim. — Você, ceifeira da Morte, é a minha
companheira.
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